domingo, 15 de janeiro de 2012

Leituras

Sou fã, mesmo, dos livros do José Rodrigues dos Santos. Já li três, o quarto estamos a tratar dele. Ainda me faltam outros quatros.

O Fúria Divina deixou-me uma marca. Com ele percebi que às vezes temos que ir mais fundo na questão de entender o outro lado das religiões, que existem sempre explicações para certas atitudes. Não concordo em nada com o radicalismo muçulmano, nem com qualquer outro tipo de radicalismo, mas apesar de existirem pessoas que conseguem ler "entre-linhas", distinguir o certo e o errado, há quem não consiga, há quem siga a educação à risca, há quem leia palavra a palavra, há quem acredite que aquilo que está escrito é a lei, acima de qualquer pessoa, suspeita e bom senso.
Com este livro percebi que a religião muçulmana é muito mais complexa do que alguma dia pensei que fosse e hoje consigo olhá-la com outros olhos.

Quando soube que ia sair mais um livro, fiquei feliz da vida, ainda por cima desta vez falava da religião católica.
O último segredo é brilhante, mais uma vez a investigação que o autor faz é absolutamente intocável, por muito que não se concorde com ela ou não se aceite.
Vou a meio do livro, é um vício e não tivesse eu tanto que fazer,já estava mais que lido.
E veio confirmar aquilo que eu sempre acreditei e defendi.
Sou uma pessoa de fé, acredito que existe algo muito superior a nós, acredito que todos nós temos algo a proteger-nos, acredito que a vida não acaba no dia da morte. Acredito nisto tudo. Mas não acredito na igreja, enquanto instituição, naquilo que eles dizem serem algumas das mensagens, dos ensinamentos, não acredito numa instituição que me diz aquilo que eu tenho que fazer, na maneira como eu tenho que levar a minha vida, não acredito numa instituição que não se adapta aos tempos e que usa a meu ver a fé das pessoas para seu próprio benefício, que se põe acima de qualquer suspeita, achando sempre que apesar de serem humanos, não erram. Acho sinceramente, que quando quem olha por nós, vêm muitas vezes o que cá em "baixo" se faz e diz em nome de Deus não gosta.
Eu vou à igreja, mas porque lá sinto de facto essa força superior, mas só por isso.
É a minha opinião, vale o que vale. Obviamente que respeito e muito quem tenha uma opinião diferente da minha. Aliás, eu cresci numa família católica, que tem fé e que acredita também em muitos destes ensinamentos e nas mensagens que são passadas e que se torce toda cada vez que eu exponho a minha opinião.

Aconselho vivamente todos os livros deste autor, que é sem dúvida uma dos maiores escritores portugueses.

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